Sergipe tem a maior taxa de sobrevivência de empresas do Nordeste

Fonte: InvestNE, publicado em 29 de Agosto de 2012


Taxa de sobrevivência de empresas no estado chega a 77,2%, contra 75% do Nordeste



 

 

Segundo um análise realizada pelo secretário de estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e economista, Saumíneo Nascimento, tendo como base o estudo realizado na última segunda-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir das informações do Cadastro Central de Empresas (Cempre), sobre a demografia das empresas formais brasileiras no ano de 2010, Sergipe se destaca com 77,2% de taxa de sobrevivência de empresas instaladas no Estado, contra os 75% registrados em todo o Nordeste.

 

O Cempre do IBGE envolve o universo das organizações inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), do Ministério da Fazenda, que no ano de referência, 2010, declararam às pesquisas econômicas do IBGE e/ou aos registros administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego. Ele abrange entidades empresariais, órgãos da administração pública e instituições privadas sem fins lucrativos.

 

Em Sergipe, no ano de 2010, o cadastro do Cempre apresentou 26.493 empresas ativas que ocupavam mais de 210 mil pessoas, com destaque também, em nível de Nordeste, para o número relevante de sobrevivência dos empregos nas empresas sergipanas. O assalariado em Sergipe possui uma taxa de manutenção do emprego de 95,2%, a segunda maior do Nordeste, com 93,7%, e maior que a taxa do Brasil, de 94,8%.

 

Atualmente, o setor de comércio tem a maior quantidade de empresas, com uma proporção de 53,1%, e foi o que mais recebeu novas empresas (50% das novas empresas foram no comércio), com taxa de entrada de 21,6%. Em 2010, o segmento que mais se destacou foi de atividades imobiliárias, onde surgiram 57 novas empresas, taxa de 34,5%, próximo ao setor de construção que apresentou 29,5% com o surgimento de mais 295 empresas, e em segundo lugar ficou o segmento de artes, cultura, esportes e recreação com 31,7%.

 

De acordo com o secretário Saumíneo, é preciso destacar o avanço na taxa de entrada de empresas no segmento de atividades profissionais, científicas e técnicas que teve uma taxa de entrada de 29,4%, com o surgimento de mais 303 empresas. “Este resultado é bastante positivo, na lógica da evolução da ciência e tecnologia no Estado de Sergipe e com aplicabilidade no setor produtivo”, acrescenta.

 

A indústria extrativa apresentou uma taxa de entrada de 26,8% com a entrada de 30 novas empresas e na indústria de transformação foram mais 526 empresas, resultando em uma taxa de entrada de 22,5%. Estes dois segmentos possuíam 21,1% do pessoal ocupado assalariado.

 

“Do ponto de vista da alocação da mão-de-obra ocupada assalariada, a maior parte está no setor de comércio que detêm 25,8% do total e foi também o setor que apresentou o maior número absoluto de entrada de pessoal, 2.668. Do ponto de vista proporcional a maior taxa de entrada de pessoal assalariado ficou com o segmento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, cuja taxa foi de 27,6%. Cabe registrar também que o setor de construção foi o segundo maior empregador de pessoal assalariado (2.419) com uma taxa de entrada de 8,7%”, explica Saumíneo.

 

No segmento das chamadas empresas gazelas (empresa de alto crescimento com até 5 anos de idade), o setor de destaque é o comércio com 63 empresas, sendo que o segmento de atividades administrativas é o que mais empregou pessoas, seguido pelo setor da construção no quesito de emprego de pessoas, através de 18 empresas gazelas.

 

No segmento de empresas de alto crescimento (crescimento médio de pessoal ocupado assalariado igual ou maior que 20% ao ano, por um período de três anos), o destaque na geração de empregos também é para o setor da construção que possui 11% das empresas de alto crescimento e emprega 28,1% do pessoal assalariado que está empregado nas empresas de alto crescimento.

 

Informações da Agência Sergipe de Notícias